Porque hoje é sábado…

Hoje, o “Azorean Torpor” chega aos seus seguidores e simpatizantes em tom leve e alegre, disposto a ajudar a desconfinar. Consciente de que a música é a mais sofisticada e fundamental de todas as artes, propõe-se, através dela, contribuir para aliviar as tensões em geral, e, muito especialmente, animar as muitas famílias que se encontram em fim-de-semana de preparação de mochilas e de complexa logística, visando o regresso dos seus educandos às escolas e à sua anómala normalidade nova! Agora, numa versão híbrida, com aulas presenciais e a distância, alunos e professores por lá andarão até dia 26 de Junho, data em que regressarão, de novo, a casa, mas para voltarem, logo no dia 6 do mês de Julho, à escola. Desta vez, para a realização dos impiedosos exames que se prolongam até ao final daquele mês. Agosto será de férias para os sortudos e de trabalho para quem realizar exames na segunda fase, em Setembro.

No fim da maratona, e fechado o conturbado ano lectivo, nunca o darwinismo social terá sido tão visível entre nós e, nunca, decisões, mesmo para tempos excepcionais, terão sido tomadas com tanta ligeireza. Sobre as suas consequências, o balanço não se fará esperar…

Bom, tratemos, então, do desconfinamento mental, cada vez mais urgente, ouvindo os sons e o que eles têm para nos dizer, a combinação das notas e os ritmos, enfim, as belas melodias que ouso propor-vos, consciente, claro, de que, tratando-se de uma avaliação com base na sensibilidade estética, entramos no domínio do subjectivismo puro.

Eis as propostas:

Lizz Wright

Potente e encantadora voz, intérprete e compositora norte-americana de música jazz e de blues, nasceu em 1980 no estado da Geórgia (EUA). O tema que aqui ouvimos, “Hit The Ground”, 2005, é um dos seus maiores sucessos. Como tantos outros artistas do género, começou a fazer-se notar, tocando piano e a cantar música Gospel em igrejas.

Não deixe passar esta oportunidade, também, para dançar. Vale bem a pena!

Patrícia Janeckova

É uma soprano extraordinária. Nascida na República Checa, tem, apenas, 21 anos de idade. Aqui, canta e encanta-nos, com a popular ária, “Adele’s Laughing Song”, da opereta cómica “Die Fledermaus” (“O Morcego” – 1874), do compositor austríaco Johann Strauss II (1825-1899).

Para quem não esteja familiarizado com o género, talvez a sua curiosidade desperte. De facto, ouvir esta voz, pode ser um bom começo para novas experiências musicais.

Oscar Peterson

Um virtuoso pianista jazz, para muitos o maior da segunda metade do passado século XX. Tornou-se, pelo seu estilo muito peculiar, uma referência incontornável no mundo musical do género, influenciando um elevado número de executantes, até aos nossos dias. Nos anos cinquenta, acompanhou Nat King Cole e, durante a sua carreira, este exímio e original pianista foi muito disputado pelos melhores, tendo trabalhado com Ella Fitzgerald, Charlie Parker e Louis Armstrong , entre outros.

Oscar é um canadiano nascido em Montreal, Quebec, em 1925, tendo vindo a falecer em 2007 em Mississauga, Ontário.

Aqui, o melhor será mesmo dançar. Se permanecer sentado verá que irá dar, praticamente, no mesmo, já que o seu pé (pelo menos), não resistirá à marcação do ritmo de “Night Train”!

Luís Bastos